Prova Comentada

UEL 2017

Colégio Sigma - Líder em aprovações

Prova da UEL 2017 comentada pelos professores do Sigma

Filosofia

Profº Jorge Henrique


Questão 02 – Gabarito 1

David Hume - Teoria do Conhecimento

Gabarito – c

A causa e o efeito são noções que se baseiam na experiência e, por meio dela, são apreendidas.

Véio, se você errou esta questão, não estudou comigo no Sigma, porque nós colocamos o Hume na lista, o grande empirista inglês inspirador de Kant que o despertou do sono dogmático da razão. Todo o conhecimento é derivado dos sentidos e das sensações que geram impressões fortes e claras e que depois, na razão, se transforma em ideias fracas e nebulosas. Meu, tá no seu caderno. Estava no quadro do Sigma na revisão.


Questão 05

Aristóteles – Estética

Gabarito - d

As imitações da poesia e da pintura causam prazer ao se reconhecer o retratado, mesmo que seja uma retratação de algo desagradável.

Outra fácil, estudamos a noção de Belo em Aristóteles e sabemos que ao contrário de Platão, Aristóteles admite o trágico, o horror como belo. As tragédias provocam a catarse que nos ensina sobre as coisa superiores. Lembram do exemplo: Aristóteles gosta de Slipknot!


Questão 38

Kant – Teoria do Conhecimento

Gabarito a

O tempo é uma condição a priori de todos os fenômenos em geral.


Mais uma da lista do Jorge Henrique no Plantão do Sigma durante a semana. O que eu falei? Lembra: A UEL ainda não cobrou a Revolução Copernicana do Pensamento em Kant e vai cair que o Tempo e o Espaço são intuições puras a priori do sujeito. Também está no seu caderno porque estava no quadro. Confere e comemora, porque você acertou eu tenho certeza. Quem errou estudou em outro cursinho!


Questão 44

Adorno e Horhkeimer – Estética

Gabarito - c

A superficialização da personalidade resulta da ação por meio da qual a Indústria Cultural esvazia o sentido da experiência ao concebê-la como um sistema de coisas.


Adorno e Horkheimer também estava previsto. Indústria Cultural sempre cai na UEL e a questão da superficialização é a mesma daquela que vimos sobre a fragmentação do sujeito. Sistema de coisas é a padronização e repetição que leva a uma massificação da sociedade.


Questão 56
Platão – Ética

Gabarito – c

O indivíduo deve possuir a virtude antes de dirigir a cidade, pois assim saberá bem governar e ser justo, já que se autogoverna.
Quem não estudou no Sigma, mas foi no plantão no Boulevard, pegou de lambuja duas questões, já que lá eu falei dos sistemas éticos de Platão e Kant. Tá vendo como foi mal você ter passado o ano em outro cursinho? O pessoal que estudou aqui gabaritou essa fácil. A ética do governante, somente os que tem alma racional tem virtude porque aprendeu a autonomia, o autogoverno, no qual a razão controla o ímpeto e os desejos. Por isso o filósofo deve governar a cidade ideal de Platão.


Questão 57

Kant - Ética

Gabarito – e

A condição fundamental para o Esclarecimento é a liberdade, concebida como a possibilidade de se fazer uso público da razão.
Kant e sua noção de “Aufklärung" também estava em nossa lista porque o Kant é base do Direito da UEL, uma vez que as discussões do Direitos Humanos começam por ele. A noção de Esclarecimento em Kant nos leva ao uso público da razão que é a liberdade de expressão, o direito à crítica.

Também está no seu caderno.

Véio, a prova estava para você gabaritar Filosofia se você estudou no Sigma.

Biologia

Profª Kátia

Do ponto de vista da biologia uma prova que não apresenta conhecimentos gerais e sim conhecimentos altamente específicos.


Foram 7 questões de biologia:


1 de citologia tratando de fotossíntese, com um item sobre plantas C4


1 sobre evolução da Teoria Lamarckista. Questão fácil e bem elaborada


2 de ecologia: uma questão altamente específica sobre mimetismo Batesiano, difícil para conhecimentos gerais.


1 sobre ciclo do carbono, essa sim tranquila e dentro do conteúdo esperado


1 fisiologia animal sobre sistema nervoso altamente complexa e outra sobre metabolismo bem mais tranquila.


1 questão também sobre embriologia


Creio que pelo conteúdo abrangente que eles exigem na UEL fazer uma prova de biologia desse porte é desestimulante e foge de qualquer equilíbrio que possa ser esperado.


Mais uma vez decepcionada com a nossa Universidade que tem cursos reconhecidos no Brasil inteiro, mas ainda não encontrou harmonia para fazer uma prova realmente de conhecimentos gerais do que se espera para aqueles que fizeram um bom Ensino Médio.


Profº Márcio

A prova da UEL foi de nível médio para difícil. Das 7 questões de Biologia, duas estavam bem difíceis, bem específicas. Os tópicos da prova foram abordados em sala de aula e por felicidade no plantão de véspera falei de duas que caíram. Não teve erro de gabarito.


Geografia

Profª Angélica

O tema da prova (“Diversidade e cotidiano") é favorável à geografia, contudo, a disciplina foi contemplada pontualmente com poucas questões que versaram temas como demografia – pirâmide etária e migrações – redes imateriais e guerras x globalização (n° 15, 55, 56 e 57).


É possível delinear a geografia em várias questões mas de forma secundária, como é o caso das questões sobre o Paraná (n° 37), lixo (n° 23), e infovias (n° 05, 11 e 13).

(Observação: os números das questões referem-se à prova 3).


Assuntos tradicionais como geologia, cartografia e urbanização e assuntos mais expressivos como energia e terrorismo não foram contemplados, deixando limitada a avaliação sobre o conhecimento da geografia.


Profº Reginaldo

Analisando a prova de conhecimentos gerais do vestibular da UEL de 2017, constata-se que as quatro questões que dependiam diretamente de conhecimentos geográficos para a resolução, tratavam dos seguintes temas: migrações no Brasil atual, pirâmide etária em países subdesenvolvidos e desenvolvidos, guerras civis e globalização e um gráfico de expansão da rede de telefonia móvel e fixa no Brasil entre 1997 e 2011.


Os conhecimentos geográficos ainda contribuíram para a resolução de uma questão sobre reciclagem e outra sobre história do Paraná, que tratava do extrativismo da erva-mate.

Vale lembrar que, em inúmeras outras questões da área de humanas, apareceram temas cotidianos debatidos em Filosofia, Sociologia, História e Geografia. Daí a importância da interdisciplinaridade na formação do aluno, para que ele tenha uma compreensão do todo.


Especificamente sobre as questões citadas na área de Geografia, no geral o nível estava médio, contemplando conteúdos de comum abordagem nas escolas de ensino médio e de cursos pré-vestibulares.


Profº Quícoli

Uma prova bastante complexa, com predominância nas questões sociais, a começar pela temática proposta pela UEL, na qual se exigiu do candidato um raciocínio lógico, capaz de interpretar questões com enunciados longos e muita paciência.

As questões relacionadas à Geografia estiveram atinentes às propostas solicitadas e dessa vez a área humana foi mais solicitada que a parte física.

Vou comentar a prova 2: A questão sobre a economia brasileira em relação à telefonia estava ligada ao processo de privatização que ocorreu a partir da década de 1990 e modificou o acesso a este serviço e tornou-se mais acessível à população.

A questão sobre reciclagem do lixo, tornou evidente sua total relação com a questão ecológico-ambiental e o processo econômico atual.

A questão sobre o Estado do Paraná, achei o mapa bem confuso, apesar do conteúdo cobrado ser de História, o aluno teria que entender o processo econômico que ocorreu com a ação da CTNP nas décadas de 30 e 40.

A questão migratória cobrada faz parte do processo de deslocamento inter-regional ocorrido a partir da década de 90 para áreas como a Amazônia e o Centro-Oeste.

A questão dos gráficos etários foram bastante debatidos nas aulas e suas comparações são pertinentes às fases de transição demográfica.

Matemática

Professores Antônio Marcos, Alisson e Flávio

Prova de dificuldade média, questões contextualizadas, porém não interdisciplinares. Continham textos grandes que exigiram atenção dos alunos.

Os conteúdos cobrados estavam de acordo com o programa.


Apesar da dificuldade com enunciados e conteúdos peculiares (sessão das cônicas, gráfico de produto cartesiano), utilizando-se de artifícios como testar as respostas, era possível encontrá-las com mais facilidade.


A prova exigiu conhecimento profundo em algumas questões, privilegiando o aluno que realmente estuda e está atento aos pequenos-grandes detalhes da matemática (propostas educacionais atuais).

A prova cobrou conteúdos diferentes dos tradicionalmente utilizados na primeira fase.

Física

Professores Samuel e Mendonça

A prova da UEL nos surpreende a cada ano que passa. Foram cobradas duas questões de Física moderna ignorando praticamente toda cinemática e mecânica.

A única questão de mecânica era muito simples e abordava apenas a diferença de força, peso e massa.


A questão de Termodinâmica deveria explorar melhor o ciclo de Carnot, assim como rendimento máximo. Essa questão poderia ser riquíssima e cobrada junto com História, já que tudo isso acontece durante a revolução industrial.

A questão de eletricidade está furada, pois está confusa. A charge, não corresponde à situação real. E ainda, a questão, se interpretada com conceito de potência efetiva, daria possibilidade de mais duas alternativas. Sendo assim, não há outra coisa a fazer, a não ser anular a questão.


Prova mal pensada, mal formulada e um desrespeito com o aluno que realmente estudou. Não achamos que essas questões nivelaram alguém para a segunda fase.

História

Professores Agnaldo e Ricardinho

A avaliação pode ser realizada de diversas formas, com os mais variados instrumentos. E para ser considerada ética, é necessário o estabelecimento de objetivos precisos que observem a relevância do assunto abordado, a colocação de parâmetros claros e a medição da absorção de teorias através de mecanismos relevantes.


Neste sentido, não consideramos que a prova da primeira fase UEL tenha alcançado seus objetivos, mostrando-se pouco abrangente por não contemplar o programa proposto.

A interdisciplinaridade foi parcial. A prova tornou-se de difícil realização, mesmo para o vestibulando mais bem preparado.


No que tange à História do Brasil, apesar da prova contemplar parâmetros que nortearam sua realização, apenas uma questão exigiu do vestibulando conhecimento pleno do tema abordado: Regências (1831-1840). A questão referente ao desenvolvimento do oeste do Paraná contempla História e Geografia do Paraná, com alternativas discutíveis.

O aluno Sigma teve condições para acertar a questão considerada bem específica, que não exigiu contextualização, mas conteúdo. Porém, temas que deveriam ser abordados, não o foram, limitando desta forma, uma avaliação real.


Sociologia

Professor Gabriel

Das 60 questões, 9 abordaram diretamente temas sociológicos. Como de costume, a UEL traz na prova de conhecimentos gerais um percentual alto de temas e questões sociológicas.

Os temas foram bem variados, privilegiando a sociologia contemporânea, citada em cinco questões. A sociologia clássica, no entanto, só foi abordada em uma questão que citou a teoria de três desses pensadores, Durkheim, Weber e Marx.

Os processos de socialização, construção da identidade e de interação social foram citados em questões que buscavam do candidato uma grande capacidade de relacionar textos com a teoria desenvolvida em sala de aula.

Mais uma vez, o tema Indústria cultural foi contemplado em uma questão de difícil compreensão das alternativas, comparando com a superficialização das personalidades. Os movimentos sociais foram tema em uma questão relacionada a questões políticas, econômicas e virtuais.

No geral, a prova de sociologia estava em um nível de dificuldade mediano. A UEL mostra, mais uma vez, que está privilegiando o candidato que possui, além do conhecimento sociológico, uma grande capacidade de entendimento do cotidiano e das relações humanas, além de saber interpretar textos e entender os enunciados.

Artes

Profº Biti

A prova da UEL mais uma vez privilegiou a arte moderna e contemporânea e novamente privilegiou a capacidade de interpretação de leitura verbal e não verbal dos e das concorrentes.


A questão 4 trabalhou o tema do impressionismo e exigiu conhecimento de dois dos três mestres do movimento, a dizer: Claude Monet e Edgar Degas.

Cabia ao aluno relembrar de seus estudos que Monet tinha preferência pelos espaços abertos e por uma pesquisa intensa de captar todas as influências que a luz produzia sobre as cores ao ponto de valorizar mais as cores do que os objetos pintados.

Sobre Degas, cabia relembrar que ele preferia espaços internos onde se inseriam suas bailarinas e mulheres se penteando, portanto valorizava tanto o objeto pintado quanto a captação das cores. Outro fator relevante nos estudos era lembrar que a influência da fotografia era muito grande.


A alternativa I para entender o seu erro era apenas uma questão de leitura do texto apresentado, pois “Para Edgar Degas, o artista não é um simples receptor, uma tela sobre a qual se projeta uma imagem”.


As alternativas II e III para entender os seus acertos se resolviam pelos conhecimentos sobre o estilo e a história do impressionismo.


A alternativa IV para entender seu acerto era uma questão de leitura da imagem apresentada.


A questão 24 traz a boa marca da capacidade interpretativa do(a) concorrente sobre textos verbais e não verbais, pois a questão era passível de resolução apenas pelos textos apresentados. Claro que o conhecimento de que, geralmente, as performances têm uma intenção crítica ajudaria a ampliar a compreensão dos textos apresentados. Sendo assim, as alternativas I e II são corretas por apresentarem a intenção crítica da artista enquanto as questões III e IV omitem a mesma.


As questões 32 e 33 privilegiaram os estudos sobre o modernismo brasileiro: a postura antiacadêmica, a influência das vanguardas e busca da brasilidade.

A 32, valorizando nosso “Mulatista-mor” da pintura com suas influências europeias e sua talentosa brasilidade. Daí porque as alternativas I, II e IV são verdadeiras e porque as III (pelo termo “acriticamente”) e V (pela ideia de que a belo na arte e a beleza feminina são universais e imutáveis) estão erradas.

Já a questão 33 nos apresenta o “Papa do modernismo brasileiro” e a criação de sua obra-prima. Diferentemente do índio exótico do nosso período colonial ou do índio idealizado do romantismo, aparece o índio crítico, malandro, anti-herói proposto pelo nosso modernismo. Portanto, a letra B está correta.


A questão 34 se assemelha à questão 24 na proposta da UEL, pois a boa leitura dos textos apresentados era suficiente para sua resolução. A alternativa I apresenta erro quando propõe que Benguelê é um espetáculo de dança popular que parte de pressupostos como a simetria, a beleza e a leveza para a composição coreográfica, pois segundo o texto, Benguelê é realizado com “anarquia e frenesi”.

Já as alternativas II, III e IV correspondem às informações corretas sobre o texto apresentado.


A questão 40 também ofereceu a mesma proposta das questões 24 e 35, valorizando ainda mais a leitura dos textos não verbais.

As alternativas I e II apresentam informações coerentes e corretas em relação aos textos apresentados.

As alternativas III e IV apresentam erros de informação, pois a III nega a própria visualidade da imagem apresentada em que a artista se utiliza da paisagem para realizar sua obra. A IV, na ideia de que José Pancetti (integrante do grupo Bernardelli RJ) seja artista contemporâneo.


Foi uma ótima prova, pois exigiu dos candidatos uma boa capacidade de leitura e conhecimentos essenciais dos movimentos e conceitos artísticos. O único, porém, seria o fato de mais uma vez favorecer apenas conhecimento da arte moderna e contemporânea, pois o estudo da arte rupestre, até o século XIX, demanda muito tempo de aula e de estudo.

Dessa forma, a UEL poderia estabelecer um currículo mais apropriado ao que ela tem cobrado dos concorrentes e, assim, teríamos mais tempo para uma preparação mais qualificada às propostas feitas pelo vestibular.